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BRASIL, Sudeste, SAO BERNARDO DO CAMPO, Homem, de 36 a 45 anos, Portuguese, Esportes, Música



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VIDA!

Li este lindo poema de Cora Coralina e resolvi fazer uma nova reflexão sobre a VIDA e republicar outras três...


Não Sei... (Cora Coralina)

"Não sei... se a vida é curta...

Não sei...
Não sei...

se a vida é curta
ou longa demais para nós.

Mas sei que nada do que vivemos
tem sentido,
se não tocarmos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:
colo que acolhe,
braço que envolve,
palavra que conforta,
silêncio que respeita,
alegria que contagia,
lágrima que corre,
olhar que sacia,
amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo:
é o que dá sentido à vida.

É o que faz com que ela
não seja nem curta,
nem longa demais,
mas que seja intensa,
verdadeira e pura...
enquanto durar. "

Viver Intensamente

Viver plenamente é amar...

Iluminar nossa vida é aprender e ensinar...

Dividir nossas experiências... compartilhar

Andar por novos caminhos sem medo de errar

Equilíbrio

Viciado em trabalho ou vagabundo?

Interiorano pacato ou cidadão do mundo?

Devotado a si mesmo, narcisista, ou sujeito sem brio?

A medida certa da vida tem um nome: equilíbrio

 

Dinheiro

Valores monetários? muito dinheiro pra gastar?

Importante é saber que há algo mais com quê se preocupar

Deus não condena quem desfruta o seu salário, mas, ao menos

Ame-o com todas as forças e a teu próximo como a ti mesmo


Razões

Viajar conhecer pessoas e lugares

Içar as velas, respirar novos ares

Dividir sensações, emoções...

Amar e ser amado... como nas mais belas canções

 




Escrito por Paulo às 12h32
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AMOR PLATÔNICO

Por Carmem Aliende http://marieclaire.globo.com/edic/ed116/rep_platonico.htm

"O amor platônico, todo romântico sabe, é aquele que nunca se concretiza. "Platônico" vem de Platão, justamente porque o filósofo grego acreditava na existência de dois mundos o das idéias, onde tudo seria perfeito e eterno, e o mundo real, finito e imperfeito, mera cópia mal-acabada do mundo ideal.

Segundo a psicanalista Heidi Tabacof, o amor platônico revela uma dose de imaturidade emocional, à medida que nunca experimenta os limites e as frustrações de uma relação concreta. "Psiquicamente, ele reproduz o amor infantil pelos pais, vistos como figuras perfeitas e supervalorizadas", diz ela, lembrando que nos dois casos a sexualidade está interditada. "O amor platônico é sempre casto." Como toda experiência amorosa, essa também pode servir ao autoconhecimento. Para a especialista, "o aspecto positivo do amor platônico surge quando ele estimula a reflexão sobre os motivos que impedem a pessoa de ter uma relação madura consigo mesma e com o outro"."

 

Ainda não te tenho em meus braços...

Mulher ainda desconhecida... mulher da minha vida!

Observo-te, sigo, de longe, os teus passos

Rio com teu riso, choro contigo minha querida

 

Para mim, tu és simplesmente perfeita!

Longe daqui, no mais belo campo florido...

Ante o sol nascente, farei uma colheita

Tulipas num ramalhete lindo com um bilhete escondido...

Olor suave... flores regadas pelo orvalho, com carinho te dou...

Naquele bilhete declaro o meu amor... só não digo quem sou

Imagino o dia em que nossos corpos vão se tocar...

Carícias ardentes... meus lábios anseiam te beijar

Ontem quase te confessei... é melhor deixar tudo como está...



Escrito por Paulo às 12h10
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DINASTIA

A seguir texto de Elisa Lucinda

www.revista.agulha.nom.br/elisalucinda.html

Logo após um acróstico meu



"Só de sacanagem"



"Meu coração está aos pulos!
Quantas vezes minha esperança será posta à prova? Tudo isso que está aí no ar: malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro.

Do meu dinheiro, do nosso dinheiro, Que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós. Para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais. Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.

Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais? É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz. Mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.

Meu coração tá no escuro. A luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó E dos justos que os precederam: "Não roubarás". "Devolva o lápis do coleguinha". "Esse apontador não é seu, minha filha".

Pois bem, se mexeram comigo, Com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, Então agora eu vou sacanear: Mais honesta ainda vou ficar!

Só de sacanagem! Dirão: "Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo o mundo rouba" E eu vou dizer: "Não importa, será esse o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez". Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos. Vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês.

Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau. Dirão: "É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal". E eu direi: "Não admito, minha esperança é imortal". E eu repito: "Ouviram? IMORTAL!"

Sei que não dá para mudar o começo Mas, se a gente quiser, Vai dar para mudar o final!
"

Agora, meu acróstico:

Democracia ainda pueril...

Interrompida, um dia, pela força do fuzil

Nação que ainda não se livrou do cordão umbilical

Agora dominada por outra dinastia...

Sua corja domina as planícies e o planalto central

Tiranos, exterminam a esperança que ainda existia

Indignação..., o povo há de cobrar todas as promessas

Agora é sempre a hora de iniciar as grandes mudanças



Escrito por Paulo às 06h16
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