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VIDA!
Li este lindo poema de Cora Coralina e resolvi fazer uma nova reflexão sobre a VIDA e republicar outras três...
Não Sei... (Cora Coralina)
"Não sei... se a vida é curta...
Não sei... Não sei...
se a vida é curta ou longa demais para nós.
Mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silêncio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que sacia, amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo: é o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira e pura... enquanto durar. "
Viver Intensamente
V iver plenamente é amar...
I luminar nossa vida é aprender e ensinar...
D ividir nossas experiências... compartilhar
A ndar por novos caminhos sem medo de errar
Equilíbrio
V iciado em trabalho ou vagabundo?
I nteriorano pacato ou cidadão do mundo?
D evotado a si mesmo, narcisista, ou sujeito sem brio?
A medida certa da vida tem um nome: equilíbrio
Dinheiro
V alores monetários? muito dinheiro pra gastar?
I mportante é saber que há algo mais com quê se preocupar
D eus não condena quem desfruta o seu salário, mas, ao menos
A me-o com todas as forças e a teu próximo como a ti mesmo
 Razões
V iajar conhecer pessoas e lugares
I çar as velas, respirar novos ares
D ividir sensações, emoções...
A mar e ser amado... como nas mais belas canções
Escrito por Paulo às 12h32
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AMOR PLATÔNICO
Por Carmem Aliende http://marieclaire.globo.com/edic/ed116/rep_platonico.htm
" O amor platônico, todo romântico sabe, é aquele que nunca se concretiza. "Platônico" vem de Platão, justamente porque o filósofo grego acreditava na existência de dois mundos o das idéias, onde tudo seria perfeito e eterno, e o mundo real, finito e imperfeito, mera cópia mal-acabada do mundo ideal.
Segundo a psicanalista Heidi Tabacof, o amor platônico revela uma dose de imaturidade emocional, à medida que nunca experimenta os limites e as frustrações de uma relação concreta. "Psiquicamente, ele reproduz o amor infantil pelos pais, vistos como figuras perfeitas e supervalorizadas", diz ela, lembrando que nos dois casos a sexualidade está interditada. "O amor platônico é sempre casto." Como toda experiência amorosa, essa também pode servir ao autoconhecimento. Para a especialista, "o aspecto positivo do amor platônico surge quando ele estimula a reflexão sobre os motivos que impedem a pessoa de ter uma relação madura consigo mesma e com o outro". "
A inda não te tenho em meus braços...
M ulher ainda desconhecida... mulher da minha vida!
O bservo-te, sigo, de longe, os teus passos
R io com teu riso, choro contigo minha querida
P ara mim, tu és simplesmente perfeita!
L onge daqui, no mais belo campo florido...
A nte o sol nascente, farei uma colheita
T ulipas num ramalhete lindo com um bilhete escondido...
O lor suave... flores regadas pelo orvalho, com carinho te dou...
N aquele bilhete declaro o meu amor... só não digo quem sou
I magino o dia em que nossos corpos vão se tocar...
C arícias ardentes... meus lábios anseiam te beijar
Ontem quase te confessei... é melhor deixar tudo como está...
Escrito por Paulo às 12h10
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DINASTIA
A seguir texto de Elisa Lucinda
www.revista.agulha.nom.br/elisalucinda.html
Logo após um acróstico meu
"Só de sacanagem"
"Meu coração está aos pulos! Quantas vezes minha esperança será posta à prova? Tudo isso que está aí no ar: malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro.
Do meu dinheiro, do nosso dinheiro, Que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós. Para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais. Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.
Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais? É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz. Mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.
Meu coração tá no escuro. A luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó E dos justos que os precederam: "Não roubarás". "Devolva o lápis do coleguinha". "Esse apontador não é seu, minha filha".
Pois bem, se mexeram comigo, Com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, Então agora eu vou sacanear: Mais honesta ainda vou ficar!
Só de sacanagem! Dirão: "Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo o mundo rouba" E eu vou dizer: "Não importa, será esse o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez". Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos. Vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês.
Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau. Dirão: "É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal". E eu direi: "Não admito, minha esperança é imortal". E eu repito: "Ouviram? IMORTAL!"
Sei que não dá para mudar o começo Mas, se a gente quiser, Vai dar para mudar o final!"
Agora, meu acróstico:
Democracia ainda pueril...
I nterrompida, um dia, pela força do fuzil
N ação que ainda não se livrou do cordão umbilical
A gora dominada por outra dinastia...
S ua corja domina as planícies e o planalto central
T iranos, exterminam a esperança que ainda existia
I ndignação..., o povo há de cobrar todas as promessas
A gora é sempre a hora de iniciar as grandes mudanças
Escrito por Paulo às 06h16
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