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ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA
Estava ali parado... esperando...
Na minha frente, nenhum carro, só o sinal vermelho
Subitamente, ouvi gente gritando, buzinando
Ansioso tentei, em vão, olhar para o espelho...
Invadiu-me o medo... não enxergava, só via um branco
Outras pessoas vieram socorrer-me pois eu gritava...
Socorro! Estou cego! Não enxergo! Aos prantos lamentava
Obrigado! Disse ao homem que depois de guiar meu carro me roubava...
Bandido! Aproveitou-se para roubar o carro e a minha carteira
Rápido demais foi castigado, foi preso numa rua próxima desorientado...
Entrou na contra-mão, desviou-se do poste e colidiu com uma lixeira
A cidade estava em polvorosa... epidemia!
Cegos ficaram o bandido, o policial, o médico, os pobres e os abonados
Exceto a mulher do médico, apesar do contato direto, ainda via...
Gangrena da sociedade, nós, os cegos fomos então segregados, abandonados
Um de nós, a mulher do médico, fingiu-se cega para nos acompanhar
Extintas as nossas esperanças, afloravam agora, os mais primitivos instintos
Insípida rotina fazia-nos, por água, comida... sexo, lutar
Rainha dos olhos sadios, a mulher do médico, nos guiava pelo lugar e seus labirintos.
Amanheceu um dia e não havia mais guarda! Saímos então na cidade vazia a perambular...
Escrito por Paulo às 17h16
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QUARENTA E "ALGUNS"
Depois dos quarenta, parece que o tempo não passa mais... estamos sempre nos "enta"... quem chega nos enta dificilmente consegue sair deles... Apesar dos enta estou feliz e gostaria de compartilhar com vocês essa felicidade. Abraço a todos.
Que bela idade!... Meia idade?...Que maldade... A era dos "...enta"
Um dia ainda corro a maratona de Nova Iorque... aos oitenta
Ansiedade já não é mais minha companhia do dia-a-dia... serenidade
R eflexão me faz rever os reveses e as conquistas... maturidade
E stou descobrindo que a felicidade é um estado que depende de atitude
N ão deve esperar um "se..." ou "quando..." o que impede de ser agora?
T empo não pára, o tempo dispara, já passou da hora... vê se não demora...
A vida é lápis e papel em branco, peço a Deus a bênção pra escrever um tanto!
Escrito por Paulo às 13h12
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18 de junho de 2008 - Cem anos da Imigração Japonesa no Brasil
Início do século vinte...
Muitos sofriam na Terra do Sol Nascente
Iludidos, partiram numa longa jornada
Ganhar dinheiro e voltar, desejava aquela gente sofrida
Realidade avessa os aguardava nas fazendas
Apesar do trabalho duro, viam minguar as suas rendas
Cem anos passaram-se desde o primeiro navio
Agora totalmente integrados, adotaram este País como Pátria amada
Os descendentes, são, hoje, uma das matizes deste painel, Brasil!!!
Escrito por Paulo às 13h04
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ROSANA
Rosa rubra, radiante Olhos verdes, esmeralda Suave fragrância, extasiante Amor que me respalda Novelo de lã, chocolate com avelã Aliança de ouro, és todo o meu tesouro
Escrito por Paulo às 14h56
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Artigo
Agora é hora de falar sobre mais uma classe de palavras: o Artigo.
Antes de um substantivo... Revela precisão ou incerteza Todo nome o tem como companheiro cativo Indefinido ou definido: uma dúvida ou a certeza Ganhar a vida é construir um ativo O carro é meu ou seu, um carro é de alguém que não sei
Escrito por Paulo às 13h02
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ADJETIVO
Mais uma da série sobre as classes de palavras, agora é hora do adjetivo.
Azul do mar..., do céu, brilho do olhar...
Diante de tudo! como não adjetivar? Jeito de um ser, identidade, personalidade Estado ou qualidade Tamanhos e formas, cores e sabores Intensa ou apática, a vida segue em altos e baixos
Viver sem adjetivos seria menos que o banal
Observe o paradoxo da água: sem cor, sabor ou forma mas essencial
leia também: "Analfabetismo no Brasil" http://pensamentoscentrados.blogspot.com
Escrito por Paulo às 11h53
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SUBSTANTIVO
Continuando a série sobre as classes de palavras, agora é hora do substantivo.
Sem nomes, como seria o nosso dia-a-dia?
Uma dificuldade na comunicação..., assim: Burlesca forma de dizer o que antes se dizia... Sabe aquela que queria dar aquilo para mim? Tachou-me daquilo só porque eu não quis aceitar Agora, diga-me se fiz algo de errado
Não quis nem ao menos experimentar Também não quis comer pois já estava saciado Inquiriu-me, insultou-me até se fartar
Vale dizer que aquilo cheirava como se estivesse estragado
Ora; falando normal: eu nunca comi jaca após o jantar
Escrito por Paulo às 12h32
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VERBOS
Caros amigos leitores, estou iniciando hoje uma série sobre as palavras, ou melhor, sobre as classes de palavras. A palavra é a unidade da nossa língua, por meio da junção, conjunção ou conjugação delas construímos nossos escritos... A primeira classe abordada será a dos verbos.
Viajar, correr, rir, amar... Estas palavras indicam ação ou estado, energia ou melancolia Relaxar... dormir ou acordar Banal seria a vida sem os verbos, monotonia... Ocaso da vida... até o último instante o verbo está ao nosso lado... Saudade... relembrar, cultivar... e continua por gerações inabalado
Escrito por Paulo às 18h41
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MULHER
(post participante da blogagem coletiva proposta pela Meire http://www.meiroca.com )
Este ano, novamente, o @crosticomania tem o prazer de homenagear as Mulheres que no próximo 08 de março comemoram seu Dia Internacional. Esta maravilha cuja receita está guardada a sete chaves por Deus. Esta receita aí, apresentada em forma de acróstico, é só uma brincadeira minha.
Meio quilo de razão, dez de emoção
Uma pitada de certeza, uma colher de contradição
Lágrimas a gosto; Isto posto:
Homem! Nunca bata! Pra amaciar a massa, basta carinho
Enquanto ferve... mexa devagarinho
Retire do forno com cuidado pra não estragar o pãozinho
Escrito por Paulo às 17h08
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SILÊNCIO
Sorriso silente... soa suave canção Inebriante fragrância seda... sedução Lancinante paixão não correspondida... Escritos rasgados, o silêncio fere mais que o não No escurinho, o insone tenta conversar baixinho com sua amada... Cara-metade, cara de sono... ssssilêncccio! eu preciso dormir! Imprescindível no quarto iluminado, estudante concentrado Os sons devem sua existência ao silêncio que nos faz discernir
Escrito por Paulo às 12h10
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INUSITADO
Indios, hoje, são agroindustriais... Não andam mais a pé não! Usam celular, sinais de fumaça... jamais Suas diversões são internet e televisão Identidade não é mais a pintura na cara Têm RG, CPF e no INSS a inscrição Agora no Congresso já não são presença rara Dia destes, quiçá até no Palácio do Planalto Outro dia vi uma índia de minissaia e salto alto
Escrito por Paulo às 13h09
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Mais um aniversário!
Caros amigos, neste 02/02/2008, o @crosticomania comemora seu segundo ano "on line" espero continuar compartilhando meus escritos com vocês até quando perdurar a inspiração e o prazer de escrever desta forma organizada...Reedito então minha visão pessoal do que é ACRÓSTICO.
Andar por um caminho desconhecido
C ujo início, e só ele, já está definido
R imas são palavras enamoradas...
O bra cujo valor só existe se compartilhada
S onhos que só têm sentido se realizados
T ímidas mãos escrevem palavras garimpadas
I mpossível deixar de escrever dessa forma organizada
C ada palavra tem sua alma, seu significado...
Objeto direto ou indireto... escrito ou falado
Escrito por Paulo às 17h42
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SÃO PAULO
25 de janeiro de 2008 - SÃO PAULO 454 anos
Sua gente vem de todo canto deste Brasil! Acolhedora cidade... esperança de prosperidade Ontem... sonho quase pueril...
Primeiros imigrantes chegaram em busca da felicidade Agora... metrópole do trabalho, das realizações... ilusões... Uns chegam em busca de oportunidades... Laboram e prosperam além de suas pretensões... Outros retornam à terra natal vencidos... desiludidos
Escrito por Paulo às 13h40
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Ano novo é como a chuva que cai...
Cada ano que inicia é como a chuva que cai...
Hidratação em nossas vidas
Um banho pra lavar a desesperança que se vai...
Vento traz fôlego novo, renova-se a esperança perdida
Agora! é sempre a hora! de sonhar e realizar!
FELIZ 2008 A TODOS!
Escrito por Paulo às 10h47
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ILUSÃO
Iníqua é a sensação que se tem... Lucro abusivo... muito dinheiro... Uma vida "feliz" que a muitos convêm Sem amor estão presos num espinheiro Atores numa cena de desdém com o semelhante Obcecados pelo material e pela imagem de seus semblantes
Escrito por Paulo às 09h14
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CÁLICE
Cristo bebeu o vinho e repartiu o pão, na última ceia, junto aos seus
Ato que simboliza a nova aliança, por meio Dele, com Deus
Líquido que representa Seu sangue e o pão o Seu corpo, Cordeiro Imolado
Imperfeitos, fomos salvos, por Seu sacrifício, do pecado
Cordeiro de Deus que tiraste o pecado do mundo tende piedade...
Espírito Santo, guia-nos pelo caminho da Verdade
Escrito por Paulo às 16h16
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O Amor
Abrigo, aconchego, felicidade
Mina de ouro, tesouro da maturidade
Oásis onde bebem os meus e os seus...
Razão maior da vida!!!...é Deus
Primeira Carta aos Coríntios 13
| 1 |
AINDA que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. |
| 2 |
E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. |
| 3 |
E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria. |
| 4 |
O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. |
| 5 |
Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; |
| 6 |
Não se alegra com a injustiça, mas se regozija com a verdade; |
| 7 |
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. |
| 8 |
O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; |
| 9 |
Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos; |
| 10 |
Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado. |
| 11 |
Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. |
| 12 |
Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido. |
| 13 |
Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor. |
Escrito por Paulo às 19h17
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PAZ NA TERRA
Parem as guerras! Chega de histórias interrompidas...
Agonia, luto, milhares de vidas perdidas
Zumbido da última explosão ainda nos intimida...
Nações Unidas..., pela ganância, corrompidas
Aviltante fé dos terroristas suicidas...
Traficantes e seus exércitos nos morros do Rio de Janeiro...
Esquinas escuras nas periferias do mundo inteiro
Raio de sol tenta esquentar, em vão, aquele corpo estendido no chão
Rascunho de vida ainda, agora perdida naquela batida com o caminhão... Até quando meu Senhor suportaremos, até quando nos calaremos...?
Escrito por Paulo às 17h51
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AMAR É...

Acordar sorrindo em plena segunda-feira... Mandar para ela, sem data marcada, um belo buquê Amainar-se, não brigar por qualquer besteira Respeitá-la, agindo como gostaria que ela agisse com você
Andar sonhando acordado, meio abobado Manter a calma enquanto ela escolhe o que vai ser vestido Agüentar aqueles dias de tensão o mais próximo do “calado” Rirem juntos quando a coisa não funciona conforme o combinado
Abrir a porta do carro para ela e sorrir Mirar o jato na água e não ser sedentário... Abaixar a tampa do vaso sanitário Reparar quando ela muda o corte de cabelo e elogiar
Escrito por Paulo às 11h52
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Blogagem coletiva em 01/11/2007

Promovida por Lino Resende, clique no atalho e obtenha mais informações:
http://www.linoresende.com.br/blog/paz-na-terra/
Escrito por Paulo às 12h34
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Habeas Corpus
Habeas Corpus: Garantia ativa dos direitos fundamentais dada sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder.
Havia luz no teu caminho
Andavas livre rumo ao teu destino
Barbárie!, violência!...
Estás preso sem merecer
Abuso de poder de "Sua Excelência"
Saibas que esta arbitrariedade há de perecer
Cidadão, a Constituição é o teu porto!
Ora, Homem! Toma o teu corpo!
Remédio jurídico já fez efeito
Paciente, levanta do teu leito!
Ultrajante coação à tua liberdade de locomoção...
Sábia decisão do magistrado decretou ilegal, a tua prisão
Escrito por Paulo às 17h59
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APAIXONADAMENTE
ANTES DE CONHECER-TE VIVIA DESOLADO PARADO NO TEMPO E NO ESPAÇO... ANDAVA CABISBAIXO TRISTE E CANSADO IMPACIENTE COMIGO, SORRISO ESCASSO XUCRO COMO UM CAVALO SELVAGEM... OBCECADO EM ENCONTRAR UM AMOR NÃO PERCEBIA QUE ANTES DE AMAR ALGUÉM... AQUELE HOMEM SÓ HAVERIA DE APRENDER A AMAR-SE DEPOIS DE MUITO SOFRER APRENDI A RESPEITAR-ME AÍ, ENTÃO, FICOU MAIS FÁCIL ENCONTRAR VOCÊ! MULHER QUE ME FAZ FELIZ, ME FAZ FORTE ENGRANDECE A MINHA VIDA, ME DÁ SORTE NOS SEUS BRAÇOS SEMPRE ME ANINHO TANTAS VEZES ME AFAGA COM O SEU CARINHO! ESPERO ESTAR COM VOCÊ DAQUI ATÉ SEMPRE!
Escrito por Paulo às 18h58
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idéia
O que é uma idéia? Uma reação química? Um curto-circuito nos neurônios? É uma vitamina de experiências vividas? É inteligência? É loucura?
I nstantânea, inesperada... é a luz... De lâmpada que clareia a massa cinzenta Engenho que vê a solução a olhos nus I ncrível porque provém daquela coisa gosmenta Abacaxi descascado, pepino triturado, problema resolvido
Escrito por Paulo às 16h31
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CRISTALINO
C achoeira de águas claras Rio, nascente, crescente, rumo ao mar Imagem... sua silueta no entardecer é beleza rara Seus olhos... brilho de luar Tantas coisas em você, minha cara... Amada, mulher, me fazem explodir de felicidade! Lindo e cristalino é o nosso amor Intenso, transparente, repleto de verdade Nos seus braços me aninho, me cubro com seu calor Oh! Mulher, você é uma fortaleza de bondade
Escrito por Paulo às 06h26
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IMAGEM
Imposição da sociedade consumista...
Manter a imagem... ostentação!
Azar do pobre mensalista...
G anha só pra comprar o pão
Existirá um dia em que o "ter" não contará
Muitos, então, perguntarão: O Senhor nos salvará?
Escrito por Paulo às 06h31
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VENTO
Voa, no céu azul, a pipa colorida, linda, vívida
Eólica força extrai o alcoólico sumo da cana
Na vela do barco... barriga de grávida, ávida, há vida!!!...
T raz cheiro de terra... cai chuvinha fina...
O menino traquina adora levantar a saia da menina
Escrito por Paulo às 06h54
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Meu Pai
Meu pai era, essencialmente, uma pessoa simples, humilde. Filho mais novo em uma família tradicional japonesa cuja educação era muito rígida, onde o homem primogênito tinha suas regalias, a "preferência" do pai. Foi mais ou menos essa educação que ele trouxe para a sua família, pois era a única que conhecia, que fora passada por seus pais, porém, no decorrer de sua vida ele soube mudar, ele se tornou menos rígido, mostrou-se até mesmo brincalhão com todos à sua volta era muito querido por todos que o conheciam. Quando eu saí de casa há 8 anos a minha relação com ele, por mais paradoxal que possa parecer, se tornou mais próxima, só aí, então tive a oportunidade de abraçá-lo mais, de beijá-lo mais, sempre que eu vinha à sua casa sentia nele grande alegria em me receber. A minha mulher foi a grande responsável por essa aproximação maior entre nós, aliás ele a tinha como filha, ficava até emocionado ao contar para a minha irmã mais velha como era tratado pela nora. Ele nos deixou neste 30/07/2007.
Meu coração ainda está apertado com sua falta
Estou tentando aceitar a sua partida
Um dia, eu sei, seremos uma família ainda mais unida
Peço perdão por algumas falhas ou omissões
Amo você, e isso pude demonstrar-lhe com muitas ações
Imagino que esteja bem, pois, era muito feliz aqui entre nós
Escrito por Paulo às 18h10
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Os Sete Pecados
Os textos a seguir são algumas impressões sobre os sete pecados capitais. Pecados e virtudes são dois pesos de uma mesma balança. Pecados são virtudes distorcidas que perderam o ponto de equilíbrio.
Por exemplo: A gula: comer é uma necessidade primária do homem. Os sábios do povo dizem: "Saco vazio não pára em pé." É um prazer saciar a fome com aquela comida caseira, gostosa preparada pelo seu amor ou à dois... Agora, comer demasiadamente, sem controle além do necessário...
A luxúria: amar é tão bom... fazer amor com a mulher amada então... A sensualidade não é pecado. Por que ter vergonha da pessoa amada? Fazer amor no escuro, debaixo do edredom? Ninguém merece... O limite da sensualidade é o respeito ao seu amor.
A avareza: o dinheiro é uma necessidade da vida moderna, a parcimônia é uma virtude a fim de não dilapidar seus bens, porém, sem mesquinhez, já dizia o poeta: "...você deve mostrar ao dinheiro quem é dono de quem"
A inveja: todos se referem à inveja como um sentimento odiável, eu vejo, às vezes, o lado bom da inveja. A inveja é um sentimento bom quando nos faz subir alguns degraus para estarmos junto à pessoa admirada, não quando desejamos que esta pessoa desça estes mesmos degraus.
A ira: às vezes precisamos descarregar as nossas tensões..., que não seja nas pessoas que nos amam, por favor! Quem sabe num saco de pancadas, ou dando algumas braçadas numa piscina, ou mesmo gritando! Goooooolllllll!!!!!
O orgulho: a humildade é uma grande qualidade, porém, não podemos ser subservientes, todos temos que ter um pouco de orgulho, de amor próprio.
Por fim, (eu já estava ficando cansado de tanto escrever!) A preguiça: O trabalho é um ato nobre e louvável, não menos nobre e louvável é o descanso merecido do guerreiro! O ócio depois do negócio é essencial para nossa felicidade, então, trabalhe, descanse e seja feliz!
Nós somos humanos e podemos pecar a qualquer momento, penso que devemos estar atentos e sempre procurar o equilíbrio a fim de não pecar. Não podemos, contudo, ser hipócritas e pensar que nunca pecamos ou pecaremos, enfim, seja lá qual for o tempo verbal. Quem pensa assim, já está, de cara, cometendo pelo menos três dos sete pecados capitais:
orgulho pensando ser melhor que todo o resto da humanidade, "pobres pecadores..."
preguiça em não querer ver a vida como ela é, não ter atitude, não agir de forma a equilibrar-se e não mais pecar
inveja ou cobiça querendo ser tal qual é o nosso Criador.
Como já disse aquele Grande Homem: "Quem nunca pecou que atire a primeira pedra..."
Gosto de comer muito, de tudo, não consigo me controlar!
Uma porção pra mim é pouco, não dá nem pra começar
Lasanha, picanha, sardinha... e um sorvetinho pra arrematar!
Agora estou com dor... de consciência... só até a hora do jantar
Lábios grandes..., gostosos e carnudos
Umidos de saliva e prazer...
Xampu... escorrendo nas curvas do seu corpo desnudo...
Uivo do lobo faminto querendo te lamber!... te comer!...
Rainha..., princesa..., delícia de mulher
Imensidão de desejos me invadem!
Ato quase insano, animal! me perco, me acho nesse vai e vem!
Amigos, eu não tenho, meu bolso é um espinheiro!
V alores morais? pra quê? se eu tenho meus bens materiais...
A zar de quem, algum dia, vier me pedir dinheiro
R oupa nova, só no dia em que não vou precisar trocá-la nunca mais...
E stilo de vida simples apesar de minhas posses, não tolero a perda
Z eros a mais no salário de meus empregados, só se for à esquerda!
A tualmente gasto meu dinheiro rápido... igual a uma lesma lerda!
Escrito por Paulo às 14h33
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Irmã da raiva, mulher do ódio, amante do trovão
Revés da paixão, cólera do coração
Ancora do bom senso, cegueira da razão
Ostentação das futilidades...
Reis sem coroa, "deuses" sem divindade
G osto excessivo pelas luzes do ilusório
U fania do irrisório
L abareda de vaidades
H erdeiros de Narciso buscando a vã notoriedade
Opio da arrogância... oposição da sobriedade
Inconformado com tua felicidade
Não percebi que também podia...
Viver minha vida, buscar minha identidade
Estar feliz a despeito da tua alegria
Já tentei de tudo e não consigo me dar bem
Agora espero, ao menos, o teu fracasso também
Pago minhas contas quase sempre em dia!
Raras vezes peço ajuda à minha família!
Estivador já pensei em ser mas o serviço é muito pesado!
Garçon passa muito tempo em pé, escriturário,... sentado!
Um dia DEUS, ainda, vai ouvir as minhas orações...
Impaciente eu anseio estar empregado
Certo de que meu pedido será atendido, já LHE dei algumas opções...
A mais querida, porém, é ser provador... numa fábrica de colchões
Escrito por Paulo às 14h29
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AMANHÃ É SEXTA TREZE!!!
Mas que viagem... Vocês nunca imaginariam, eu imagino...
Sol a pino numa praia de nudistas...
E squeci o boné, a cadeira, a esteira e o bronzeador
X iii! Acabou de chegar a excursão do Retiro dos Artistas
T alentos do Teatro de Revista, musas do tempo do vapor
A legres velhinhos pelados sem qualquer tipo de pudor
T agarelas, traquinas como crianças procurando brincadeira
R apaz! cê tá muito tímido, me disse uma simpática velhinha
E squeci meu protetor solar, minha esteira e a cadeira...
Z é Carlos! Traga o protetor aqui pra nosso amigo e admirador
E ntão pensei... Hoje é meu dia de sorte!
Escrito por Paulo às 06h15
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